Como é que o cérebro humano decide que conteúdo partilhar?

Existem partes do cérebro humano que são “ativadas” quando um vídeo tem as componentes essenciais para ser partilhado.
Como é que o cérebro humano decide partilhar

O que motiva alguém a partilhar um vídeo depende das 4 emoções básicas que um vídeo desperta.

Está provado que o conteúdo em vídeo é o conteúdo mais eficaz para gerar relação com o consumidor e venda.

Quanto mais um vídeo for partilhado, maior a sua visibilidade e maior o alcance de pessoas que recebem a mensagem e por isso, maior a probabilidade de venda.

A questão que se coloca é: o que é necessário para que um vídeo seja partilhável?

Partilhar é como se estivéssemos a oferecer presentes uns aos outros. Quando partilhamos um vídeo, não estamos apenas a partilhar aquele vídeo, mas sim, a partilhar a resposta emocional que ele cria dentro de nós.

Como diz Abgail Posner, estratega da Google, em relação aos vídeos: “Partilhamos pequenos momentos de prazer que nos lembram como estamos profundamente ligados uns aos outros. É uma troca de energia. Essa troca amplifica o nosso próprio prazer.”

Todos os dias sentimos centenas de emoções diferentes de acordo com a situação em que nos encontramos.Contudo, de uma forma simples, podemos classificar as emoções básica em 4: felicidade, tristeza, medo / surpresa, raiva / repulsa.

Estas quatro “emoções-base” fundem-se de inúmeras formas no nosso cérebro para criar diferentes camadas ​​emocionais.

Como será que estas 4 emoções se arquitetam no nosso cérebro e como podem determinar ações surpreendentes, incluindo a de conteúdos online?

Felicidade e tristeza geram partilha

A alegria e a felicidade estão fortemente enraizadas dentro de nós. O psicanalista Donald Winnicott, descobriu que a primeira ação emocional que temos na vida é responder ao sorriso da nossa mãe com um outro sorriso.

Além de nos sentirmos bem, a felicidade também é um forte promotor da ação. É ela o principal estimulador da partilha.

Também as emoções relacionadas com a felicidade como a diversão, o prazer, o afeto e a esperança estão presentes na maior parte dos conteúdos virais.

30outubro

Karen Nelson-Field, do Instituto Ehrenberg-Bass, queria realmente compreender como é que as emoções influenciam a partilha dos vídeos online.

Karen descobriu que os vídeos que provocam fortes emoções, sejam elas positivas ou negativas, são 2 vezes mais propensos a ser partilhados.

No entanto, uma forte emoção positiva incentiva a partilha em mais 30% do que um emoção negativa.

As emoções de tristeza também se localizam em muitas das mesmas regiões do nosso cérebro em que está a felicidade.

Quando nosso cérebro sente tristeza, ele também produz determinadas substâncias neuroquímicas.

Num estudo realizado por Paul Zak, onde os participantes visualizavam um vídeo sobre um menino com câncer, estes começaram a produzir cortisol, conhecido como a “hormona do stress”, e oxitocina, uma hormona que promove a conexão e empatia.

Aqueles que produziram maior quantidade de oxitocina ficaram mais predispostos a fazer uma doação para uma pessoa desconhecida. A hormona oxitocina além de criar compreensão e empatia também pode nos tornar mais generosos e confiantes.

O medo liga as pessoas às pessoas e às marcas

O medo é em grande parte controlada por uma pequena estrutura no cérebro, chamada amígdala. A amígdala ajuda-nos a tomar uma atitude perante um situação assustadora e ajudando-nos por exemplo a decidir se devemos lutar ou fugir.

Mas o medo também pode causar uma maior conexão com uma marca que esteja presente. A teoria é que, quando estamos com medo, queremos partilhar essa emoção com outras pessoas e ou até mesmo com uma marca.

Lea Dunn concluiu através de um estudo que elaborou que a forma das pessoas lidarem com o medo que sentem é através da ligação com as pessoas em determinados momentos.

A raiva torna-nos mais determinados

O hipotálamo é responsável pela raiva, junto com várias outras necessidades básicas, como a fome, a sede e a resposta à dor.

Enquanto a raiva nos leva à agressão, ela também pode criar uma curiosa forma de teimosia online.

Num estudo recente da Universidade de Wisconsin os participantes foram convidados a ler um post de um blog que continha uma discussão equilibrada.

Um grupo recebeu o post com comentários educados e civilizados, enquanto outro grupo recebeu o mesmo post só que com comentários mal-educados, que envolviam ofensas e sentimentos de raiva.

Os comentários prejorativos fizeram os participantes fortalecerem ainda mais sua opinião.O interessante foi observar o que  aconteceu com aqueles que não eram a favor da temática em discussão.

O grupo que recebeu comentários civilizados não tiveram nenhuma mudança de opinião, mas aqueles expostos aos comentários rudes, ampliaram a consciência dos riscos relacionados com a temática em discussão mesmo não sendo a favor.

E o que tudo isto nos ensina?

Para os criadores de conteúdos em vídeo ensina que as emoções são fundamentais para produzir este tipo de conteúdos. As emoções provocam ações, reações, geram sentimentos e criam relações.

Estes fatos apoiam o que os cientistas afiram sobre o cérebro humano, que as pessoas primeiro sentem e depois pensam, exatamente por esta ordem.

Apesar destas 4 emoções serem universais, diferentes tipos de pessoas podem responder de diferentes formas a cada uma delas.

Assim sendo, é preciso entender profundamente o seu público-alvo para desenvolver uma estratégia que atinja emoções corretas que incentive as ações desejadas.